Histórico: - 28/11/2004 a 04/12/2004 - 14/11/2004 a 20/11/2004 | |||||
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O canto da minha morte
Canto Para Minha Morte - Postado por: lucitorreao às 23h02 [ ] [ envie esta mensagem ] O grito dos suicidas
Belo seria aspergir todo o meu sangue na tua parede branca.... e escrever com as últimas gotas o teu nome pra eternizar o meu grito. Se penso, logo existo, então desisto, deixo de existir e logo paro de pensar... Tome, Dr., esta tesoura, e...corte Minha singularíssima pessoa. Que importa a mim que a bicharia roa Todo o meu coração, depois da morte?!
Ah! Um urubu pousou na minha sorte! Também, das diatomáceas da lagoa A criptógama cápsula se esbroa Ao contato de bronca destra forte!
Dissolva-se, portanto, minha vida Igualmente a uma célula caída Na aberração de um óvulo infecundo;
Mas o agregado abstrato das saudades Fique batendo nas perpétuas grades Do último verso que eu fizer no mundo!
- Postado por: lucitorreao às 22h59 [ ] [ envie esta mensagem ] Mulheres Tristes De Silvio Rodrigues A natureza feminina sempre foi um enigma para a humanidade. Movido pela mesma inquietação, Silvio Rodrigues apresenta, em ´Mulheres Tristes´, oito contos em que retrata as características primordiais que compõem o caráter feminino, como a sensibilidade, a força, a paixão, a coragem e, por que não, a teimosia de mulheres fadadas à complicação sentimental. São personagens bem construídas às voltas ora com problemas de relacionamento e emoções inesperadas ora com o sofrimento prazeroso causado pelo amor. Valendo-se de sua experiência como autor de obras jurídicas, Silvio Rodrigues envereda pelos caminhos da literatura, imprimindo à linguagem poética a sua inconfundível intimidade com as palavras. - Postado por: lucitorreao às 22h51 [ ] [ envie esta mensagem ] Dicionário de suicidas ilustresJ.Toledo
O Dicionário de suicidas ilustres foi iniciado em 1995, porém, a idéia de sua fatura originou-se em maio de 1984, quando o escritor Pedro Nava (1903-1984) se suicidou e o autor almoçava na casa do pintor Carlos Scliar, em Ouro Preto. Foi juntando material e, nesse meio tempo, em conversas com o psicanalista inglês Frank Philips, a escritora Hilda Hilst e, mais há pouco, com o jornalista e escritor Ruy Castro, a idéia se consolidou e a obra passou a ser sistematizada.
Destes, vêem-se artistas, filósofos, escritores, poetas, dramaturgos, atores, cineastas, físicos, químicos, matemáticos, médicos, religiosos, políticos, reis, imperadores, militares, desportistas, agitadores, assassinos, enfim, seis Prêmios Nobel, inúmeros Prêmios Pulitzer, mais uma grande quantidade de verbetes sobre suicidas (ficcionais) famosos na literatura, na música e no cinema, e alguns dos mais notáveis personagens da mitologia. O tema: A temática surgiu, a princípio, motivada pela perplexidade filosófica do autor diante do fenômeno "suicídio", especialmente, quando este é praticado por pessoas – de um modo ou de outro – proeminentes, levando-o a refletir sobre a precariedade do ser, não obstante sua importante condição social e intelectual, ou ainda sobre a estabilidade mental que aparente ter no decorrer da existência. Afinal, a conclusão a que chegou é que ninguém parece estar a salvo de se matar, perplexidade, esta, demonstrada também na epígrafe que escolheu para seu livro:
O segundo motivo para todo seu trabalho de pesquisa decorre de ser, ao mesmo tempo, um assunto tabu, porém, fascinante a todos: o livre-arbítrio entre continuar vivendo ou partir por conta própria, sobretudo, quando se reporta a vulto de projeção, e o fato reveste-se de pudor pelos puritanos, dicionaristas, a imprensa e a História. A introdução da obra é feita pelo psiquiatra e psicanalista Dr. Roosevelt Cassorla, autoridade no tema e autor de três livros sobre o assunto. Dicionário de Suicidas Ilustres, Rio de Janeiro: Record, 1999, com prefácio de Roosevelt Cassorla e capa de Victor Burton (320 pg.). - Postado por: lucitorreao às 22h46 [ ] [ envie esta mensagem ] Selecionamos alguns verbetes desta obra, que ilustram esta matéria:
- Postado por: lucitorreao às 22h45 [ ] [ envie esta mensagem ] Derby, Orville (Adelbert) = (1851-1915). Geólogo, geógrafo, autor, explorador e naturalista norte-americano. Nasceu a 23 de julho de 1851, em Kelloggsville, New York. Morreu a 27 de novembro de 1915, no Rio de Janeiro. Citado reverentemente como "Pai da Geologia no Brasil', estudou na Universidade Cornell, onde se doutorou em 1873. Terceiro filho de uma família bem situada, passou a infância na pequena fazenda dos pais, em Finger Lakes, próxima de Kelloggsville. Após os primeiros estudos na cidade natal e os preparatórios na Escola Normal de Albany, em 1869, ingressou na Universidade de Cornell, em Ithaca. Aluno brilhante, ainda estudante, e sob a direção do professor Charles Frederic Hartt (1840-1878) veio duas vezes ao Brasil, em 1870-71, participando da chamada Expedição Morgan, realizando prospecções geológicas no curso inferior dos rios Tocantins, Tapajós e Xingu e, na segunda, pelo vale do Amazonas. Regressando, lecionou em Cornell de 1873 a 1875. Com a criação da Comissão Geológica do Império do Brasil, Hartt foi convidado a chefiá-la, trazendo Derby, que dela participou ativamente até sua extinção, em 1878, quando todo material colhido no norte, nordeste e sul do país foi depositado no Museu Nacional do Rio de Janeiro. Entusiasmado, Derby resolveu radicar-se no país para classificá-lo e estudá-lo, ordenando as coleções de minerais e organizando as seções de geologia e paleontologia. À época, desenvolveu importante trabalho de reconhecimento geológico no Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Bahia. Dirigiu o Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil até 1907, fundando ainda a Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo (hoje, Instituto Astronômico e Geofísico da USP), onde foi chefe de 1886 a 1904. Ali, também dirigiu a revista Boletim, em 1889. Em 1891, publicou os primeiros mapas pormenorizados da América meridional e mais de 150 estudos históricos e geológicos sobre o Brasil, editados na França, Alemanha e, sobretudo, nos Estados Unidos. Seus mais conhecidos trabalhos são: "Relatório acerca dos estudos geológicos praticados no rio das Velhas e alto São Francisco" (1882); "Relatório sobre a Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo" (1888) e "Trabalhos cartográficos da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo" (1889). Passou sua vida aqui, residindo em quartos de hotel. Celibatário convicto, quando perguntado sobre as causas de seu solteirismo, respondia que era muito cauteloso para assumir tal risco. Fora convidado para lecionar em Stanford e trabalhar na Índia, porém, recusou, alegando não desejar de forma alguma deixar o país que amava, apesar de aqui ter sido chamado até de "estrangeiro ingrato". Meses antes de morrer, naturalizara-se brasileiro. Entretanto, apesar de afamado e respeitado por toda a comunidade científica e política da época, sabe-se que sofreu injustiças, incompreensões e muitos problemas burocráticos, que o levaram de São Paulo para a Bahia, de onde regressou para o Rio de Janeiro e se suicidou em seu quarto no Hotel dos Estrangeiros, com um tiro de revólver na cabeça. Lá, surpresos com seu gesto, políticos e cientistas deram-se conta de não haver nenhuma foto recente do suicida famoso. Praticou-se então outra medida surpreendente: ali mesmo, no quarto do hotel, lavaram o cadáver, vestiram-no, sentaram-no, abriram seus olhos com palitos e afinal fotografaram-no. E essa é a foto oficial usada para as comemorações de seu centenário de nascimento e com a qual se estamparam selos e se cunhou uma medalha festiva, em 1951. Bibliografia: - Postado por: lucitorreao às 22h44 [ ] [ envie esta mensagem ] Peixoto Gomide, Francisco de Assis = (1849-1906). Político brasileiro. Nasceu em São Paulo a 24 de março de 1849. Morreu a 20 de janeiro de 1906, na mesma cidade. Professor, elegeu-se senador em 1893 para o Congresso paulista e foi, por três vezes, vice-presidente do Estado de São Paulo: 1896 e 1897, no governo de Bernardino de Campos (1841-1915), quando assumiu a chefia por pequeno período; e em 1898, (quando também presidente do Senado Estadual), substituiu Manuel Ferraz de Campos Salles (1841-1913) durante a campanha eleitoral que o elegeria presidente da República. No período de sua estada à frente do governo paulista, vendo o grande boom da produção borracheira na Amazônia, tentou desenvolver esse tipo de economia no Estado, frustrando-se, contudo, pela falta de repercussão a seus planos. Político cultíssimo, sagaz e um dos mais influentes da chamada República Velha (1889-1930), seu nome ficara indelevelmente marcado por uma tragédia que comoveu a nação e, depois, o mundo das letras nacionais: sua filha, Sofia, se apaixonou pelo poeta e promotor público Manuel Baptista Cepelos* (1872-1915). A princípio e achando ser um romance passageiro, não se importou, porém, quando o caso se mostrou sério e os jovens resolveram se casar, opôs-se violentamente, proibindo-os de se reverem. Como o casal continuou se encontrando na clandestinidade, houve brigas, o senador se trancou com a filha numa sala, discutiram e acabou matando-a com um tiro no peito e se suicidando a seguir, dando um tiro na cabeça. Desesperado, o poeta Cepelos deixou seu cargo público, entregou-se a bebedeiras e, depois de sofrer por nove anos a ausência da amada, também se suicidou, atirando-se do alto de uma pedreira, no Rio de Janeiro, por onde vagava como indigente. - Postado por: lucitorreao às 22h44 [ ] [ envie esta mensagem ] Interessado no poeta que admirava, sobre a tragédia, conta-nos Humberto de Campos (1886-1934) em seu Diário secreto (1954, vol. 2, pág. 386) no diálogo mantido com o advogado e jornalista Humberto de Melo Nóbrega (1901-1978): "– Qual o motivo da morte de Cepelos? – O Cepelos nasceu em Cotia (SP), era mestiço e filho natural. Indo ainda jovem para a Capital, sentou praça na Brigada Policial e chegou a capitão. Na Revolta de 1893, foi para o sul, e tomou parte, lá, na campanha. Veio depois para o Rio de Janeiro, e aqui ficou, até que, em 1915, foi a São Paulo e conheceu ali uma jovem pela qual se apaixonou. A ignorância da paternidade era um dos tormentos de sua vida. A moça, porém, correspondeu à sua paixão. Era filha do velho Coronel Gomide, chefe político de Cotia. Gomide opôs-se vivamente ao noivado, e foiquando, para forçar o pai ao consentimento, a moça confessou: – Mas o senhor tem que consentir, porque eu já me entreguei a ele. O velho entra em desespero. Toma um revólver, mata a filha e suicida-se depois. Cepelos era, também, filho do velho Gomide!.. Ao ter conhecimento do fato, Cepelos achou que não devia mais suportar a vida. Subiu à pedreia que dá ali para a rua Pedro Américo, e atirou-se de lá". Bibliografia: - Postado por: lucitorreao às 22h43 [ ] [ envie esta mensagem ]
Dia desses resolvi fazer um quadro de fotos minhas, como uma espécie de quadro evolutivo. Ai lembrei de tanta coisa que passei, os bons momnetos com os amigos, que agora nem são mais amigos, e tantas outras coisas. Juntei tudo e vi várias Lucianas e plena metamorfose ambulante. Depois disso, resolvi dá um geral em mim mesma. Cuidar mais de mim, da minha saúde. Afinal não gostei do que eu estava me tranformando. MAs em breve teremos mais novidades sobre minha pessoa, que está em mutação constante.
- Postado por: lucitorreao às 12h48 [ ] [ envie esta mensagem ]
Hoje eu resolvi interagir de vez com a web. Já estava mais do que na hora de ter um blog e um flog. Afinal, uma jornalista que se preze tem que se atualizar com o mundo virtual. E depois, achei que este seria o lugar perfeito para fazer e conhecer novas amizades. Quero disseminar novas filosofias e formas de viver. Ultimamente minha auto-estima está lá nas nuvens e quero compartilhar este estado de graça com quem se interessar. Depois que reli o Poema Mude, decidi mudar de vez. Por isso, coloco ele aqui para quem quiser se inspirar também. Mude
Autor: Edson Marques
Mas comece devagar, Sente-se em outra cadeira, Quando sair, Tome outros ônibus. Tire uma tarde inteira Veja o mundo de outras perspectivas. Durma no outro lado da cama... Assista a outros programas de tv, Não faça do hábito um estilo de vida. Aprenda uma palavra nova por dia Tente o novo todo dia. Tente. Almoce em outros locais, Escolha outro mercado... Use canetas de outras cores. Troque de bolsa, Jogue os velhos relógios, Abra conta em outro banco. Mude. Se você não encontrar razões para ser livre, E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, Experimente coisas novas. Você certamente conhecerá coisas melhores
"Repito por pura alegria de viver:
- Postado por: lucitorreao às 21h56 [ ] [ envie esta mensagem ]
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